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Os amores das Moscas; Os ciclos completos;


Segunda-feira, Janeiro 05, 2009


hoje não, haha.

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Domingo, Janeiro 04, 2009


hoje eu me fodi muito longe de ser literalmente

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Sexta-feira, Janeiro 02, 2009


pelo amor de deus, você pode escalar o coqueiro que fica na frente da janela do meu quarto, desparafusar a grade e bater no meu vidro me acordando só pra dizer que seu pai resolveu vir mais cedo pra você fazer outra surpresa pra mim - além da plantinha ruiva ?
tou falando tão sério quanto pular a janela do banheiro, e você sabe que era sério mesmo.

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"e quando você chegar...
não, eu não quero nem ver"

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Amarga

A verdade é que eu me deixo levar pelos ânimos. Ontem queria um pecado dentro das regras, hoje quero pecar contra o pecador. Queria saber por que surge esse ódio repentino do amor, mas além de tudo, queria saber por que guardo tanto as lembranças. Em sonhos, corredores de fantasmas de ocasião me olham de relance como que desejando feliz ano novo e querendo me contar o que têm vivido, o que tanto queriam compartilhar comigo, e abaixam a cabeça, esboçando um austero "é pena". Pensam em me mandar sinais de fogo, mas não mandam, assim como eu não o faço. Exigem presença, mas escapo pelas mãos - a famigerada areia. Assim, eu e ele vamos escondendo em cada um uma vontade pequena colhida todo dia, uma coleção de vontades clorofiladas sobrevivendo muito bem no escuro, guiando-se para feixes de luz vindos de qualquer fresta, qualquer buraco de fechadura, mas juramos um ao outro que esses feixes foram vedados e que os buracos das fechaduras foram preenchidos com chaves pesadas. As vontades realmente não se mostram de dia e ele pega minha mão, me abraça e finge estar comigo, achando tudo engraçado, só por ciúmes. De noite - porque não me pertence - não quer saber se estou sozinha ou não. Ele está sozinho com suas vontades, e com elas beija uma loira, mas não acha que isso reflete em mim e no dia seguinte bate na minha bunda e me diz "seus olhos estão verdinhos, posso mordê-los?" e ri. Não vejo graça. Peço, não sei por que, pra irmos tomar milkshake, e ele me beija sem vontade, querendo ir embora, mas acha que isso não reflete em mim. Um dia - como sempre - tropecei, me segurei por acaso nas maçanetas e as portas não estavam trancadas, não. Eis que meu amigo tinha saído porque estava com saudades de um ônibus e as esqueceu abertas. Depois finge se arrepender, não pede desculpas e mesmo assim as tem, sem muitos esforços, sem ter que se preocupar com a mão desenhada por mim e pra mim e dos grandes esforços que estas sim fizeram. A minha vontade era de fingir ímpetos rodoviários também. Mas os hormônios das minhas vontades não saíram do lugar, pacientes, obstinadas, humilhadas, chorando sozinhas no banheiro, sem sequer jurar a si mesmas que da próxima vez, serão menos mulheres.


E tudo isso é, além de ódio, medo.

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quem foi mesmo que escreveu Quase? eu ou Mário de Sá Carneiro?

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